(lucasfantini)
A genta era 1º ano. Ô tempo bom. Sem muitas preocupações (ou sem preocupações), a sala com todo mundo, ainda tava Ricardo, Italo, Julio, etc ... Acontece que mainha comprou uma calça pra mim que assim... não era uma Brastemp. E eu usava ela pra tudo né. Todo dia. Fizesse chuva, fizesse sol. Pra jogar bola ou pra simplesmente andar. E o abanhado dela não estava feito. Então logo no calcanhar direito (podia ser o esquerdo, mas aconteceu no direito) fez uma taiada de modo que não caiu o pedaço de calça. Eu convivia em harmonia com aquele rasgão. Porém, certo dia, eu mostrei pra Ricardo e tentei tirar. Mas a calça resistiu. Sendo que a hora que eu puxei foi justamente a hora que Joninho olhou pra gente. Ele chegou e perguntou: "Quer que eu tire?". "Não, precisa não". "Me dá, cacete, eu tiro". Sendo que aí, tá na hora de pensar no que a calça pensou naquela situação. Porra, você vai lá, compra a calça, não dá descanso de nenhum dia, faz tudo que é preciso com ela, ela tem que ficar cheirando aquela zona do agrião até mesmo depois de uma pelada, e só porque ela rasga um pouquinho você quer arrancar uma parte dela? Certamente ela não gostou. Então, para se vingar, quando Joninho pegou meu pé ela deve ter reunido todas as forças possíveis e ficou esperando o golpe. Primeiro golpe dado e nada. Sendo que o puto do Joninho não soltou meu pé, fazendo com que eu ficasse com a perna esticada à meia altura. Ele com meu pé na mão e eu me equilibrando num pé só. Aí que entra o sem noção. De quem eu to falando?! De Luiz, que, ao me ver naquela situação deplorável, tem a brilhante idéia de me dar uma rasteira. Quando eu vejo aquela criatura deslizando no chão pra dar uma rasteira em mim, minha primeira reação foi pular pra desviar. No que eu pulo e que volto pro chão... RAAAAAAASG! A calça! Das duas uma: ou ela não aguentou de fato o novo puxão forçado, ou ela ficou com pena de mim ao ver 17 tentando uma rasteira. Sendo que aí a calça fez um serviço bem feito. Pense num rasgão. E o rasgão ainda foi no comprido! Começou no pé, passou a canela, passou joelho, passou a coxa e só parou de rasgar bem ali... naquela região. Meu amigo, o Jorge quase que ficava pra fora. Todo mundo se entreolha e eu começo a rir. Mas é claro, o que é que eu iria fazer numa hora daquela? Entra o professor. Já tava perto do recreio. Eu me sentei lá atrás e já não estava rindo tão à toa, porque eu comecei a pensar como que eu ia voltar pra casa. Eu ia de ônibus. E no ônibus todo mundo já me conhecia como o gordinho que ficou entalado na catraca. Pronto. Agora que fudeu tudo de vez. Eu seria o gordinho quase-nu que ficou entalado na catraca. Minha vida iria arruinar-se (dróó). Mas isso do ônibus é uma outra história... Tocou para o recreio. Antes de sair todo mundo da sala, eu saí perguntando quem era que tinha um grampeador. Consegui um. Passei o recreio todo grampeando minha calça. Só na zona do Jorge foi uns 10 minutos, porque aquela região era delicada. Era não... é delicada! Acabei o serviço, acabou o recreio e recomeça a aula. Entra o professor. Ainda lembro qual: Luciano Brandão, matemática. Eu fiquei conversando lá atrás... Até que...:"Ei, psiu, tu, sai de sala, tais conversando muito". Era comigo. Puta merda. O problema nem era sair da sala. O problema era a calça, pois apesar de gastar o recreio todo grampeando-a, o serviço não tinha ficado as mil maravilhas. Tentei me desculpar, mas... sem sucesso. No que eu começo a andar pra sair da sala, eu também começo a sentir que todo o recreio perdido foi em vão. Começou a sair tudo que é grampo. Luciano olha pra mim e diz:"Tua calça visse, ela tá...". "É, eu sei." Andei o corredor todinho sem separar uma perna da outra, tentando esconder o rasgão. Chego na coordenação, explico como fui posto pra fora... Agenda pra lá, advertência pra cá. E, na hora de sair, eu não era doido de virar as costas e sair. Saí de frente pra ele, dando ré, conversando miolo de pote. No fim das aulas, ainda fiquei um tempo na sala reforçando os grampos pra poder voltar pra casa.
(lucasfantini)
5 comentários:
Carai... :P
ninguem comenta aqui !!!
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!
meu amigo, eu lembro como se fosse hj! 1 metro de rasgao! hahahahah!
parava na popa da bunda puxando praquela regiao. EHAEUIHOEUIA
LEMBREI DEE LULA DANDO A RASTEIRA.
ow coisa de menino pequeno. qnd td mundo saia dando rasteira no outro. heauihuiea
bons tempos. =D
eu ri nesse dia viu. e continuo rindo desse episodio. HEAHUOIHEAUIHEIAU
(tu ainda tem a calça?) aeae
E aí... como foi a volta pra casa... ainda é conhecido como o GORDINHO QUE FICOU ENTALADO NA CATRACA DO BUSÃO?
tenho q reforçar, gordo!! ri mt nesse dia e ainda rio mt lendo isso hj!! huaeheauhaeuhaeuheuheuhaeuhuae
esssas velha historia sao mt onda!!! inda mais luquinha narrando!!
Gordinho que entalou na catraca? Por que em dois meses essas histórias não foram contadas aqui em Campinas?
abraços! dá hora o blog!
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